Este é mineirim memo, uai!!!!
 
> Um rico advogado paulista, famoso na capital, gostava de caçar nas férias.
> Estava fazendo tiro ao pato numa região de lagoas, em Patos de Minas.
> Um dos patos que ele alvejou caiu do outro lado de uma cerca de arame
> farpado.
> Sem ver vivalma por perto, pulou a cerca e, quando avançava pela propriedade
> apareceu um velho dirigindo um tratorzinho, em sua direção.
> - Moço, isso aqui é terra particular. Cê pode ir vortano.
> - Mas é que eu atirei naquele pato, ele caiu aqui; só vim pegá-lo.
> - Pode vortá. Caiu aqui, é meu.
> - Olha, meu senhor, sou um influente advogado. Posso meter-lhe uns 15
> processos, questionar o seu direito de propriedade, avocar o foro para São
> Paulo e o senhor vai à falência só de tanto que vai ter que viajar para lá.
> Vou acabar por lhe tomar esta fazenda. O senhor não me conhece.
> Não sabe do que sou capaz.
> O velho assume um ar entre preocupado e amedrontado e argumenta:
> - Peraí, sô. Pur quê que a gente não arresorve a questão usando a regrinha
> minera pra arresorvê pendenga?
> - Como é isso?
> - É assim: eu dou três chutes nocê. Depois ocê dá três chutes ni mim. Quem
> guentá mais caladim, quem gritá menos, ganha a pendenga.
> O jovem advogado avalia aquele velhote franzino e, por curiosidade e pelo
> vício de ganhar disputas, resolve topar.
> - Eu, qui sô mais véio, chuto premero.
> O advogado concorda. O velho salta do trator e só aí o advogado vê as
> botinas duras de pneu que ele estava usando. Mas raciocina: "Mesmo com essas
> botas,é um coroa franzino; eu agüento e depois acabo com ele no primeiro
> pontapé".
> O primeiro chute do velho é bem no saco do advogado, que se curva e se
> ajoelha gemendo. O segundo pega bem no nariz e o rábula se estatela no pasto
> lacrimejando e mordendo os lábios para não urrar de dor. O terceiro pegou
> nos rins e o advogado, mesmo se quisesse, não conseguiria gritar. Sequer
> consegue respirar, tamanha a dor. Passam alguns segundos de agonia, no
> entanto, e ele começa a se recuperar. Põe-se de pé e ameaça:
> - Agora pode ir rezando, vovô, que eu sou faixa marrom de karatê e vou
> desmontar o senhor só com um chute na testa.
> - Num carece não. Eu disisto da pendenga. Reconheço que pirdi. Pode pegá seu  pato.